Questione a origem da carne que você coloca em sua mesa

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Imagine alguém conhecido que vá em açougues (pode ser você ou não). Há inúmeras boas opções de escolha, casas em locais diferentes, tipo de atendimento diferente, maior ou menor número de produtos, etc… Cada um vai ao açougue que mais lhe agrada.

Ao escolher uma carne bovina, esta pessoa (ou você mesmo) tem a certeza de que o produto lhe agradará? Há certeza que a carne estará macia e saborosa?

Na maioria das vezes a resposta é não.

É aí que questionamos: você compra algum outro produto (seja alimento ou não) sem ter a garantia das características citadas pelo vendedor?

Acho que não né? Imagine comprar uma banana sem gosto de banana. Ou um spray de inseticida que não mata os pernilongos.

Pois é, e pode-se considerar normal comprar carne bovina sem saber como ela estará? Achamos estranho.

Nós garantimos a nossa.

Por isso semana passada lançamos estas questões em nossos perfis nas redes sociais, levantando a questão para nossos clientes e seguidores:

– De onde vem a ‪carne bovina‬ que você come?
– Você compra seguro(a) de que a carne estará boa?
– Tem algum outro produto que você compra sem saber se te agradará ou não?
– Por que não exigir origem da carne além do vinho ou café por exemplo?
– Por que não exigir as características desejadas?
– Por que sua tolerância com o açougue é menor do que com os outros corredores do supermercado?
– Por que não conhecer mais a ‪‎pecuária de corte‬ brasileira além das vinícolas chilenas?
– Por que não tratar a carne bovina como ela merece?

O que você acha? Já parou para pensar sobre a carne que você consome ou por enquanto esta exigência (de origem, garantia de características…) está somente voltada para vinhos, cervejas artesanais, ou cafés especiais?

Queijos italianos 100% artesanais, venha! [04/julho]

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  •  Quando
    • Dia: 04/julho (sábado)
    • Horário:
  • O quê
    • Receberemos Patrizia e Piero da Terra Limpida. São produtores artesanais de queijos italianos em Cássia dos Coqueiros – MG.
  • Motivo
    • Oferecer mais uma atração a vocês, nossos clientes. Que como apreciadores de boa carne, acreditamos que boa parte de vocês apreciem bons queijos.

Os tipos de queijos são: Frassinella, Querciola, Ginestrella e Robinia.

Valorizamos a produção artesanal de alimentos, assim como fazemos com nossa carne bovina. A Terra Limpida já expõe seus queijos no consulado italiano e em feiras de alimentos orgânicos em Ribeirão Preto e os convidamos para usarem nosso espaço.

Portanto, aguardamos vocês!

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Foto: Sabrina Galli
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Foto: Expedições Fotográficas Fim do Mundo
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Foto: Expedições Fotográficas Fim do Mundo
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Foto: Expedições Fotográficas Fim do Mundo
Foto: Expedições Fotográficas Fim do Mundo
Foto: Expedições Fotográficas Fim do Mundo

Sabor é uma questão tanto química quanto mental, concorda?

Todos nós aprendemos que papilas gustativas em nossa língua identificam os sabores e enviam o estímulo ao nosso cérebro para interpretarmos. Isto é muito simples, não?

Nos últimos anos, a ciência aprofundou o conhecimento sobre como percebemos o gosto e sabor. Querendo ou não, a comida influencia inconscientemente em nossas decisões de prazer ou não, assim como nossos pré-conceitos com os alimentos. A sensação de “delícia” é possível de ser aprendida, basta controlarmos as influências e preferências pessoais e universais em nosso julgamento. O sabor que sentimos é consequência da interação entre nossos cinco sentidos e da interpretação final de nosso cérebro.

Cada uma das milhares de papilas gustativas presentes em nossa língua são formadas por dezenas de células responsáveis pela leitura dos gostos por meio de receptores químicos. Estas células “lêem” os gostos básicos: amargo, doce, azedo, salgado e umani (o quinto e mais recente gosto percebido pelos humanos. Descreve o gosto de glutamatos e nucleotídios, presentes em peixes, crustáceos, carnes curadas, legumes em geral e molho shoyu). Básicos pois as papilas informam ao cérebro somente uma parcela de informações que será utilizada para o sabor completo ser decifrado.

Para isto, o aroma também influencia. No interior da cavidade bucal, na interligação com os canais nasais, há receptores de cheiro que captam compostos voláteis do alimento que está sendo mastigado. De maneira grosseira, é uma forma de cheirarmos a comida involuntariamente. Desta forma, mais informações são enviadas ao cérebro e assim será construída nossa percepção de sabor: a composição de gosto mais o cheiro.

Além do mais, não é só na boca que há células receptoras de sabor. No intestino delgado também há, assim como por todo nosso corpo. Isto explica o porque da maior quantidade de insulina liberada na corrente sanguínea após ingerirmos glicose do que quando esta é injetada diretamente. Ou nas narinas: assim que receptores de amargôr (potencialmente venenosos) captam estes compostos, espirramos. Ou caso estes compostos cheguem na garganta, os receptores da traqueia estimulam nossa tosse.

Analisando fisiologicamente, entendemos como sentimos os sabores. Mas como explicar nossas preferências? Nosso gosto para comidas é formado e alterado durante toda nossa vida, inclusive inicia-se durante a gestação. Os filhos de mães que consomem alho aceitarão o aroma de alho no leite materno. Ou mães que consomem cenoura, seus filhos têm mais chance de gostar do que o contrário. Ou seja: se mamãe comeu, é seguro.

Nossos instintos também nos influenciam. Para qualquer novo alimento, preferimos que outra pessoa coma primeiro por exemplo. Em um experimento com ratos, um dos indivíduos consumiu côco isoladamente. Ao ser recolocado entre seu bando, os outros animais passaram a gostar de côco também, alimento não apreciado por ratos. Isso aconteceu pois o bando sentiu o cheiro exalado pelo primeiro rato. Se ele comeu e estava saudável, o alimento é seguro.

Em média, crianças precisam experimentar nove vezes um novo alimento para começarem a gostar dele. E ainda depende de como os pais incentivam (ou obrigam) a criança a comê-lo. Para adultos esta questão também é verdadeira. Há inúmeras campanhas vendendo novos produtos que deram certo, o ambiente em que estamos influencia diretamente em como interpretaremos estas novas experiências.

Batatas fritas ficam mais crocantes se ouvirmos uma gravação do som em fones de ouvido. Vinho branco fica com gosto de tinto se colocarmos pingarmos uma gota do tinto. Pessoas comem menos se o prato for vermelho e o sabor de queijo com cantos é mais intenso do que o mesmo queijo com bordas arredondadas por exemplo.

O sabor depende tanto das questões fisiológicas quanto de questões externas como nossa criação, do ambiente em que estamos comendo e das pessoas com quem estamos comendo. É tanto químico como mental.

Fonte: revista Scientific American, set/2013

O quanto você conhece sobre a produção da carne que consome?

O que vocês acham? Qual o nível das informações sobre produção de alimentos que chega às pessoas das cidades (sem relação com o agro)? Qual o conhecimento que cada um de nós tem sobre a produção de alimentos que consumimos?

Nos Estados Unidos, no recente evento anual da ONG Aliança Agropecuária (Animal Agriculture Alliance Stakeholder Summit), tanto a classe produtora quanto industrial discutiram esta questão. Além de gerar informação é preciso distribuí-la e incentivar o diálogo entre a cadeia produtiva e consumidor.

Em matéria publicada na Drovers CattleNetwork, a principal revista americana do setor pecuário, foi mostrado que a classe está discutindo a necessidade de se aproximar cada vez mais do consumidor.

Entre palestras e conversas, surgiram colocações como:

Eles (consumidores) não precisam nos entender, nós (agropecuária) é que precisamos entendê-los“, ou:

Dialogar com consumidores é bem simples:

  1. Conheça seus clientes;
  2. Pergunte o que eles querem, 
  3. Forneça o que eles pediram.

Como está a relação entre produção X consumidor no Brasil? Há relação, diálogo, interesse? Ou esse interesse da classe fornecedora por seu cliente é fruto do crescimento da demanda e exigência?

Veja notícia completa aqui: Communicate, Yes, but what?