Cinco tendências mundiais para o mercado de alimentos em 2016

Estudando pela internet encontramos um resumo de estudo sobre as tendências para 2016 no mercado de alimentos: o que o consumidor deseja e o que o mercado deve fazer para atendê-lo com sucesso. Entendo o “mercado” como indústrias processadoras, restaurantes e varejistas, ou seja, fornecedores!

A publicação é de dez/2015 produzida pelo NPD Group, empresa internacional especialista em pesquisa de mercado.

Veja os cinco tópicos abordados:

1. Especificação e adaptação de produtos/serviços – menor padronização, maior variedade.

Personalização de produtos/serviços

  • Consumidores: 
    • Desejam novos sabores, novas combinações o opções cada vez mais especiais.
  • O que o mercado deve fazer:
    • Criar produtos cada vez mais específicos para os perfis de consumidores e também embalagens menores e fáceis de compartilhar, permitindo que consumidores experimentem maior número de opções.
    • Atualizar o cardápio ou opções de produto o maior número de vezes possível, atraindo clientes e novos clientes com maior frequência além de incentivar os comentários, o “boca a boca” sobre a empresa fornecedora.

2. Super-conveniência – somente ‘conveniência’ é insuficiente.

  • Consumidores:
    • Buscam cada vez mais economizar seu tempo; filas? Jamais. A bola de vez é “vida fácil” (easy life).
  • O que o mercado deve fazer:
    • Se preparar cada vez mais tecnologicamente: aplicativos e sites deverão ser melhorados: “clicar e levar” é o tema (click and collect).

3. Tudo para todos – ampliar o raio de alcance.

  • Consumidores:
    • Cada vez mais ocupados; dias sem rotina; desejam tudo à disposição o tempo todo.
  • O que o mercado deve fazer:
    • Aumentar horas de funcionamento e opções de produtos e serviços. Por exemplo: bebidas alcoólicas em lojas fast-food ou café-da-manhã em bares…

4. Fácil de se adaptar – não importe qual consumidor seja.

  • Consumidores:
    •  Precisam de fácil acesso aos produtos, vendedores ou técnicos. Viajam muito e também trabalham em casa.
  • O que o mercado deve fazer:
    • Abrir novos e menores pontos de venda ou sites,  longe dos grandes centros e com fácil acesso (offline ou online) – oferecendo menor gama de produtos/serviços porém adaptados à região e consumidores locais.

5. Relacionamento ‘humano’ com clientes – surpreenda para engajar.

  • Consumidores:
    • Precisam de novos incentivos para despertar seu interesse para determinadas marcas, o mercado está inundado.
  • O que o mercado deve fazer:
    • Utilizar publicidade e redes sociais online de forma que a interatividade com o consumidor seja ‘humanizada’, trocando a relação superficial e focada no produto para outra mais harmoniosa e personalizada

Os consumidores estão muito diferentes hoje do que anos atrás. Desejam produtos cada vez mais especiais em alimentos e bebidas, têm prazer com a diversidade e a experiência de se comer fora de casa precisa ser cada vez mais surpreendente. Consequentemente satisfazer estes desejos e manter a base de clientes está cada vez mais difícil (consumidores cada vez menos “fiéis”). Terá sucesso quem superar constantemente esta expectativa crescente, finaliza o diretor do segmento de ‘foodservice’ da Inglaterra e França do NPD Group, Cyril Lavenant.

 

O que você quer? A gente garante.

Se tratando de carne bovina, sim, garantimos.

– De onde vem a ‪#‎carnebovina‬ que você come?
– Você compra seguro(a) de que a carne estará boa?
– Tem algum outro produto que você compra sem saber se te agradará ou não?
– Por que não exigir origem da carne e não só do vinho ou café por exemplo?
– Por que não exigir as características desejadas?
– Por que sua tolerância com o açougue é menor do que com os corredores do supermercado?
– Por que não conhecer mais a ‪#‎pecuáriadecorte‬ brasileira além das vinículas chilenas?
– Por que não tratar a #carnebovina como ela merece?

Estes animais são nossa matéria-prima, assim como os cafezais ou as parreiras, São produzidos por nossa parceira e fornecedora Beef&Veal:
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Aumento do consumo mundial de carnes é oportunidade para o Brasil #CarnedeAaZ 9

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), a demanda por carne até 2023 terá maior crescimento do que demanda por produtos agrícolas nos países emergentes (África a Ásia). 

O Brasil já é o maior exportador mundial de carnes, e esta expectativa de crescimento de consumo de proteína é uma boa notícia para o país. Nestas regiões com economia recente e em crescimento, a população urbana cresce rapidamente assim como sua renda, aumentando a procura por carnes em geral.

E temos condições de produzir mais para atender este crescimento. Nosso rebanho bovino é de 200 milhões de animais, mais que o dobro do rebanho americano porém temos produção menor.

Ou seja, o futuro é claro: produzir mais na mesma área (aumentar produtividade) além de melhorar nosso status sanitário perante o mercado internacional para conseguirmos acessar países mais exigentes.

*Este texto é sobre nossa coluna “Carne de A a Z” do dia 27/ago no Programa Terceira Via na Rádio Bandeirantes AM 1270 Ribeirão Preto. A coluna vai ao ar às terças e quintas-feiras e o programa é diário de segunda a sexta das 18h00 às 19h00. O programa é transmitido ao vivo também pelo app (iTunes ou Android) e pelo endereço http://www.programaterceiravia.com/radio.

Para ler todos as colunas, basta acessar aqui: http://vilabeef.com.br/category/carne-de-a-a-z-coluna/

Boom das boutiques de carne #CarnedeAaZ 5

Estamos vivenciando uma fase de diversas aberturas de novas lojas de carne, ou as chamadas ’boutiques’. Estão saindo matérias nos principais jornais do estado, como o Estadão e Folha, no Jornal A Cidade de Ribeirão Preto, e em revistas como VIP e Forbes Brasil por exemplo.

Comentamos nesta coluna que esta onda é benéfica para o mercado de carne bovina. Com mais opções de compra, mais chances do consumidor ficar satisfeito. E o que diferencia uma boutique de um açougue comum?

Primeiramente é o espaço da loja, o ambiente. Sempre é agradável, parece mesmo mais uma loja do que um açougue. E em relação aos produtos também há diferença, mas não em todas as boutiques.

Ao meu ver, uma casa especializada em carne deve vender seu produto para o cliente comprar de “olho fechado”. Ou seja, garantir as características do produto. Pois há novas boutiques que têm o espaço diferenciado porém vendem os mesmos produtos de açougues e supermercados comuns. Nestes casos a opção de diferenciação fica restrita à prestação de serviços, pois os produtos são “comuns”.

O mais interessante são lojas de carne que garantem a satisfação sensorial do cliente, garante a maciez e o sabor da carne. Isso é possível somente controlando a origem, controlando de onde vem esta carne. Asim como no café e cervejas especias, quanto mais especial a matéria-prima, mais especial será o produto final.

*Este texto é sobre nossa coluna “Carne de A a Z” do dia 05/ago no Programa Terceira Via na Rádio Bandeirantes AM 1270 Ribeirão Preto. A coluna vai ao ar às terças e quintas-feiras e o programa é diário de segunda a sexta das 18h00 às 19h00. O programa é transmitido ao vivo também pelo app (iTunes ou Android) e pelo endereço http://www.programaterceiravia.com/radio.

Para ler todos as colunas, basta acessar aqui: http://vilabeef.com.br/category/carne-de-a-a-z-coluna/

Produção e consumo de frango e carne bovina

Observem a imagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo no dia 05/julho. Ela mostra o crescimento em volume no Brasil do consumo de carne de frango desde 1993, comparado ao consumo de carne bovina.

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É nítido o aumento da demanda por frango, enquanto a carne bovina permaneceu praticamente estável. Podemos explicar este fato citando:

  • Sistemas produtivos completamente diferentes;
  • Aves têm ciclo de vida de 40 dias (adoção de alto nível tecnológico);
  • Bovinos têm ciclo de vida de 2 anos (nível médio de tecnologia. Pode ser menor que um ano, ou maior que três);
  • Maior oferta, maior consumo de carne de frango;
  • Nível tecnológico médio adotado no Brasil é diferente entre as cadeiras produtivas;
  • Consumo cultural da sociedade, balanceada entre preço e preferência.

Todas as diferenças entre os tipos de carne começam em sua produção, e não no ponto de venda.