Demanda puxada #CarnedeAaZ 11

Imagine um supermercado sem açougue. Sim, com venda de carne, porém sem a estrutura de açougue, sem açougueiro, sem desossa, sem sangue. Esta é uma tendência em mercados de consumidores exigentes.
Tendência pois o supermercado não quer ter a operação de açougue em sua estrutura, é complicada e custa tempo e dinheiro. Em locais com alta venda de produtos de valor agregado, o grande varejista quer receber a carne pronta, porcionada e embalada, assim como recebe todos outros produtos. Por incrível que pareça, é o consumidor alterando o dia-a-dia da indústria frigorífica. Pois, se o mercado pode terceirizar o serviço à seu fornecedor, é porque seu cliente tem condições de financiar esta mudança.
Com isto, o processador deve se adequar para atender clientes de menor tamanho que o usual. Praticamente, deverá porcionar conforme a demanda de cada supermercado cliente. Complicado? Sim, mas tendência real. Já há operações piloto ocorrendo entre o Marfrig supermercados cariocas.

*Este texto é sobre nossa coluna “Carne de A a Z” do dia 03/set no Programa Terceira Via na RádioBandeirantes AM 1270 Ribeirão Preto. A coluna vai ao ar às terças e quintas-feiras e o programa é diário de segunda a sexta das 18h00 às 19h00. O programa é transmitido ao vivo também pelo app (iTunes ou Android) e pelo endereço http://www.programaterceiravia.com/radio.

Para ler todos as colunas, basta acessar aqui: http://vilabeef.com.br/category/carne-de-a-a-z-coluna/

Aumento do consumo mundial de carnes é oportunidade para o Brasil #CarnedeAaZ 9

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), a demanda por carne até 2023 terá maior crescimento do que demanda por produtos agrícolas nos países emergentes (África a Ásia). 

O Brasil já é o maior exportador mundial de carnes, e esta expectativa de crescimento de consumo de proteína é uma boa notícia para o país. Nestas regiões com economia recente e em crescimento, a população urbana cresce rapidamente assim como sua renda, aumentando a procura por carnes em geral.

E temos condições de produzir mais para atender este crescimento. Nosso rebanho bovino é de 200 milhões de animais, mais que o dobro do rebanho americano porém temos produção menor.

Ou seja, o futuro é claro: produzir mais na mesma área (aumentar produtividade) além de melhorar nosso status sanitário perante o mercado internacional para conseguirmos acessar países mais exigentes.

*Este texto é sobre nossa coluna “Carne de A a Z” do dia 27/ago no Programa Terceira Via na Rádio Bandeirantes AM 1270 Ribeirão Preto. A coluna vai ao ar às terças e quintas-feiras e o programa é diário de segunda a sexta das 18h00 às 19h00. O programa é transmitido ao vivo também pelo app (iTunes ou Android) e pelo endereço http://www.programaterceiravia.com/radio.

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Produção e consumo de frango e carne bovina

Observem a imagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo no dia 05/julho. Ela mostra o crescimento em volume no Brasil do consumo de carne de frango desde 1993, comparado ao consumo de carne bovina.

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É nítido o aumento da demanda por frango, enquanto a carne bovina permaneceu praticamente estável. Podemos explicar este fato citando:

  • Sistemas produtivos completamente diferentes;
  • Aves têm ciclo de vida de 40 dias (adoção de alto nível tecnológico);
  • Bovinos têm ciclo de vida de 2 anos (nível médio de tecnologia. Pode ser menor que um ano, ou maior que três);
  • Maior oferta, maior consumo de carne de frango;
  • Nível tecnológico médio adotado no Brasil é diferente entre as cadeiras produtivas;
  • Consumo cultural da sociedade, balanceada entre preço e preferência.

Todas as diferenças entre os tipos de carne começam em sua produção, e não no ponto de venda.